Noticias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
  • 32
  • 33
  • 34
  • 35
  • 36
  • 37
  • 38
  • 39
  • 40
  • 41
  • 42
  • 43
  • 44
  • 45
  • 46
  • 47
  • 48
  • 49
  • 50
  • 51
  • 52
  • 53
  • 54
  • 55
  • 56
  • 57
  • 58
  • 59
  • 60
  • 61
  • 62
  • 63
  • 64
  • 65
  • 66
  • 67
  • 68
  • 69
  • 70
  • 71
  • 72
  • 73
  • 74
  • 75
  • 76
  • 77
  • 78
  • 79
  • 80
  • 81
  • 82
  • 83
  • 84
  • 85
  • 86
  • 87
  • 88
  • 89
  • 90
  • 91
  • 92
  • 93
  • 94
  • 95
  • 96
  • 97
  • 98
  • 99
  • 100
  • 101
  • 102
  • 103
  • 104
  • 105
  • 106
  • 107
  • 108
  • 109
  • 110
  • 111
  • 112
  • 113
  • 114
  • 115
  • 116
  • 117
  • 118
  • 119
  • 120
  • 121
  • 122
  • 123
  • 124
  • 125
  • 126
  • 127
  • 128
  • 129
  • 130
  • 131
  • 132
  • 133
  • 134
  • 135
  • 136
  • 137
  • 138
  • 139
  • 140
  • 141
  • 142
  • 143
  • 144
  • 145
  • 146
  • 147
  • 148
  • 149
  • 150
  • 151
  • 152
  • 153
  • 154
  • 155
  • 156
  • 157
  • 158
  • 159
  • 160
  • 161
  • 162
  • 163
  • 164
  • 165
  • 166
  • 167
  • 168
  • 169
  • 170
  • 171
  • 172
  • 173
  • 174
  • 175
  • 176
  • 177
  • 178
  • 179
  • 180
  • 181
  • 182
  • 183
  • 184
  • 185
  • 186
  • 187
  • 188
  • 189
  • 190
  • 191
  • 192
  • 193
  • 194
  • 195
  • 196
  • 197
  • 198
  • 199
  • 200
  • 201
  • 202
  • 203
  • 204
  • 205
  • 206
  • 207
  • 208
  • 209
  • 210
  • 211
  • 212
  • 213
  • 214
  • 215
  • 216
  • 217
  • 218
  • 219
  • 220
  • 221
  • 222
  • 223
  • 224
  • 225
  • 226
  • 227
  • 228
  • 229
  • 230
  • 231
  • 232
  • 233
  • 234
  • 235
  • 236
  • 237
  • 238
  • 239
  • 240
  • 241
  • 242
  • 243
  • 244
  • 245
  • 246
  • 247
  • 248
  • 249
  • 250
  • 251
  • 252
  • 253
  • 254
  • 255
  • 256
  • 257
  • 258
  • 259
  • 260
  • 261
  • 262
  • 263
  • 264
  • 265
  • 266
  • 267
  • 268
  • 269
  • 270
  • 271
  • 272
  • 273
  • 274
  • 275
  • 276
  • 277
  • 278
  • 279
  • 280
  • 281
  • 282
  • 283
  • 284
  • 285
  • 286
  • 287
  • 288
  • 289
  • 290
  • 291
  • 292
  • 293
  • 294
  • 295
  • 296
  • 297

Trabalhadores e trabalhadoras ocupam as ruas de Vitória em manifestação contra a terceirização

Na manhã desta quarta-feira, 15, sindicatos e centrais sindicais foram às ruas para protestar contra o PL 4330, entre eles, o Sindicato dos Bancários/ES. O PL foi aprovado em votação ocorrida no dia 8 de abril, na Câmara dos Deputados. Os manifestantes fecharam todas as entradas da capital. Para isso, trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias se concentraram, desde às 4h, na Rodoviária de Vitória e na Terceira Ponte.

Os manifestantes foram agredidos por policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME) na frente da Rodoviária de Vitória e na Terceira Ponte. Porém, resistiram e a manifestação continua pelas ruas de Vitória. O projeto de lei, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB/GO), prevê a terceirização das atividades fim e acaba com a responsabilidade solidária da empresa contratante caso a empresa de terceirização não cumpra as obrigações trabalhistas. Além disso, Caso o PL seja promulgado, muitos trabalhadores e trabalhadoras que hoje têm seus direitos assegurados pela CLT poderão passar a atuar como funcionários terceirizados, ou seja, aumentará a precarização entre a classe trabalhadora brasileira.

“Muitos trabalhadores e trabalhadoras já convivem com a terceirização e sabem o quanto esse projeto é ruim e nefasto. É uma grande traição aos direitos da classe trabalhadora. Os terceirizados são contratados por uma empresa que será contratada por outra e não sabem sequer a quem reclamar do ponto de vista do sindicato, de quem vai assinar seu contrato de trabalho. Vamos voltar ao período anterior à república, quando não tinha regulação de direitos. Nossos contratos coletivos, nossas conquistas celebradas em acordo irão para o espaço”, explica Rita.

No caso específico dos bancários e bancárias, uma das consequências do PL 4330 é o aumento do número de correspondentes bancários. Além disso, há possibilidade dos bancos terceirizarem todos seus serviços e da empresa contratada repassar a demanda para a outra, iniciando um processo de quarteirização. Também haverá aumento da formação de empresas prestadoras de serviços sem funcionários, que são empresas de uma pessoa só, sem direito a férias, e licenças Destaca-se, ainda, o fim do concurso público. Em vez da contratação por meio de edital de concurso a administração direta e indireta pode recorrer aos prestadores de serviço.

Além do Sindibancários, participaram do ato o Sindicato Unificado da Orla Portuária, Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo, Diretório Central dos Estudantes da Ufes, Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito (Sindaema); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central Única dos Trabalhadores, Levante Popular da Juventude, entre outros.

Dados alarmantes

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho 2013, no Brasil há 48,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras informais no país. Desse total, 12 milhões são terceirizados, o que corresponde a 25%. Eles convivem com menos benefícios, mais acidentes de trabalho e condições análogas á escravidão se comparado aos trabalhadores e trabalhadoras contratados diretos para cumprir a mesma função.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2010 os terceirizados e terceirizadas recebiam em 27% a menos do que os contratados diretos para exercer funções semelhantes e tinham uma jornada semanal 7% maior. O rodízio entre eles também é maior. Um trabalhador terceirizado permanece cerca de 2,6 anos no trabalho, já os não terceirizados, 5,8 anos.

Outro levantamento que comprova a precariedade que a terceirização traz para a classe trabalhadora é o estudo do cientista social Vitor Filgueiras, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade de Campinas (Unicamp). Ele revela que dos 40 maiores resgates de trabalhadores e trabalhadoras em condições análogas à escravidão nos últimos quatro anos 36 envolviam empresas terceirizadas.

Fonte: Sindibancários ES

ANDES