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Cenas de guerra civil no 5º protesto em Vitória

A truculência policial imperou novamente. A capital do Espírito Santo viveu horas de terror durante o quinto protesto, um dos mais violentos até agora. A manifestação, que começou pacífica, registrou confrontos em frente aos Palácios Anchieta e Fonte Grande (sedes do governo do Estado), onde um forte aparato policial (BME e Rotam) aguardava a todos. Até quem protestava pacificamente acabou encurralado na confusão.

Balas de borracha, bombas e mais bombas. Do outro lado, a resposta foi com pedras, paus e tudo que estivesse à disposição. Um cenário horrível.  Mesmo sob protesto de quem estava ali por algo justo – fim do pedágio, 10% do PIB para Educação, entre outras bandeiras – infelizmente não conseguiu controlar os ânimos de um pequeno grupo que estava ali para barbarizar.

“Para, para, não estamos aqui pra isso”, era o que mais se ouvia. Sem nem mesmo saber quem estava ali de forma pacífica, a polícia atirou bombas, balas de borracha, em qualquer um, indistintamente, e em todas as direções.

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Caminhada pacífica. A caminhada saiu da Assembleia Legislativa logo cedo e seguiu até o Palácio do Governo. Pelo caminho, os manifestantes gritaram palavras de ordem, sendo observados de longe pela polícia. Das janelas dos prédios, muitos moradores demonstravam apoio ao protesto. “Há muita coisa para reivindicar, mas o movimento tem que ser organizado e sério”, disse a moradora Janine Neto, professora da rede particular de ensino.

Mas quando os manifestantes chegaram ao Palácio do Governo, o perfil do protesto mudou. Um grupo  – diga-se, pequeno - jogou pedras nas vidraças. “Não façam isso. É um museu público”, pediam os ativistas organizados. A Polícia Militar estava lá dentro e o local se transformou em praça de guerra. Correria, muita fumaça, gás lacrimogêneo, bombas. Era difícil respirar.

Os manifestantes se dirigiram depois para o Palácio da Fonte Grande, também no Centro da Cidade, e também foram recebidos a balas e bombas. Os policiais atiraram a esmo, inclusive contra a imprensa que cobria o protesto. Esse foi o caso da jornalista Bárbara Hora, membro da Juventude do PT, que foi presa quando cobria o evento para as redes sociais.

Um manifestante relatou que, durante o protesto, um policial da Rotam chegou a sacar uma pistola contra as pessoas. Na Praça Costa Pereira, outro PM também mirou a arma de fogo (letal) contra um grupo de estudantes. Um manifestante passou mal ao ser preso. Já algemado, ele conseguiu fugir e desmaiou no meio da rua, sendo socorrido pelas pessoas.   

FOTO 5Gritos sem violência. Professores, técnico-administrativos e estudantes da ufes foram alvo da batalha campal. A PM atirou contra as pessoas e traseuntes, causando indignação geral. No confronto, vidraças foram destruídas, monumentos públicos danificados, barricadas montadas, pessoas ameaçadas, tudo em meio de gritos de ‘sem violência'.

O professor da Ufes, Maurício Abdala, escapou por pouco de ser ferido na rua sete de setembro. “um tiro de borracha bateu no cinto da minha calça. graças a Deus, tenho o corpo fechado”, diz.

Revoltados, manifestantes mostraram ao presidente Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção do Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, uma série de cápsulas de balas recolhidas nas ruas. “Isso é uma demonstração do despreparo da polícia. A Ordem condena essa ação e também o excesso de alguns que estão desvirtuando o ato”, criticou Mafra que acompanhava de perto o protesto.

 Em seguida, reiterou o apoio da Ordem a todas as manifestações legítimas. “Que os atos de violência que todos assistimos nesta sexta-feira não sirvam de empecilho para o necessário diálogo entre o Poder Público e os legítimos manifestantes”, disse.

Ação contra o patrimônioAs vidraças da agência central do Banestes foram quebradas. Manifestantes afirmam que o vigilante – assustado com pedras jogadas por um grupo  que não representava a maioria dos manifestantes  – puxou a arma e efetuou três disparos o que teria contribuído para a destruição do vidro da fachada do banco.

Apesar de serem perfeitamente identificados na manifestação, a PM com seu tão propalado sistema de inteligência realizou prisões arbitrárias e agrediu manifestantes com espírito pacífico. No facebook do movimento Ocupa ALES deste sábado, 20, há informações de que 69 pessoas foram detidas e que muitas foram presas de forma arbitrária longe dos locais de protesto e muito tempo depois que as coisas tinham se normalizado.

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 "Hoje, 20 de julho, 36 pessoas continuam detidas e podem ser encaminhadas para os presídios de Viana e Cariacica por formação de quadrilha e depredação do patrimônio público e privado”. Os advogados do movimento vão entrar hoje com Habeas Corpus coletivo e tentar liberar esses trabalhadores e ativistas sociais.

Nota de repúdio. A violência policial registrada nessa sexta-feira tem antecedentes. Na segunda-feira (15), manifestantes foram impedidos de acompanhar a sessão da Assembleia Legislativa, que arquivou o Projeto de Decreto Legislativo 69/2013, que propunha o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte.

Apesar de a participação popular ter sido um dos pontos do acordo entre os integrantes do “Movimento Ocupa Ales”, que permaneceu no prédio do legislativo por 12 dias, e a cúpula da Casa, o grupo foi atacado pela tropa de choque da PM, que estava em número muito superior. Vinte e quatro entidades, entre elas a Adufes, assinaram nota de repúdio contra o ocorrido. 

Veja fotos da manifestação

Assista vídeo da manifetação


Fonte: Adufes

ANDES