Dia 20/2 é Dia nacional de luta contra a reforma da previdência

A Adufes estará presente na plenária nacional das centrais sindicais em São Paulo-SP e no Ato Político ES, na Praça 8, Centro de Vitória. Concentração será às 17 horas.

O presidente Jair Bolsonaro começa o primeiro ano de governo sob o signo paredista. Já o Fórum das Centrais Sindicais que agrega a CUT, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), mostra unidade e iniciativa para organizar a resistência. No dia 20 de fevereiro,  trabalhadores das mais diversas categorias, inclusive do setor da educação,  debaterão a convocação de greve geral no país.  

Chamado. As manifestações dos trabalhadores realizadas no transcorrer de 2017 e 2018 conseguiram impedir a votação da reforma da Previdência até este momento. No entanto, Jair Bolsonaro pretende adotar um sistema  previdenciário ainda pior que o de Temer:  prevê a privatização da aposentadoria, com adesão ao regime de capitalização. Além disso, os  aposentados deixam de ter a garantia de receber ao menos um salário mínimo depois de décadas trabalhando. Ainda, aumenta o tempo de contribuição mínimo para 20 anos, para receber apenas 60% da aposentadoria de direito.

Reforma boa pra quem? “A proposta de Bolsonaro é matar os mais pobres de tanto trabalhar”, critica o presidente da Adufes, José Antônio da Rocha Pinto. Para ele, é preciso ampliar a resistência contra as reformas, as privatizações e os ataques autoritários do judiciário apoiado pelos militares.  “Os trabalhadores já sofreram perdas com a aprovação das leis da terceirização irrestrita e trabalhista. Temos que continuar reagindo”.

Nas atividades do dia 20 (quarta-feira), as entidades estarão nas ruas dialogando com a população em geral sobre os malefícios da reforma para a classe trabalhadora. Vão mostrar que a Previdência não é deficitária como diz o governo apoiado pelos meios de comunicação empresarial. (link panfleto).

 “Não aceitaremos nenhum retrocesso. Vamos participar de todas as atividades que buscam enfrentar as reformas com unidade”, garante Lara Gobira, do Coletivo TAEs em Luta e da CSP-Conlutas. De acordo com Lara, as entidades que marcaram plenárias para 20/2 são contra qualquer proposta que fragilize, desmonte ou reduza os serviços públicos.  (link vídeo)

A proposta de reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro, que prevê aumento da idade mínima de concessão da aposentadoria para 62 anos, no caso das mulheres, e 65 anos para os homens, deve ser votada no dia 19, 20 ou 21 de fevereiro, na Câmara dos Deputados, por isso do Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência. 

ANDES