Terceirizados da vigilância da Uern protestam em instituição e deflagram greve

Os servidores terceirizados de vigilância da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) paralisaram as suas atividades na segunda-feira (10) nos campi de Mossoró, Patu e Pau dos Ferros e protestaram contra os salários atrasados e o não pagamento do vale-refeição pela empresa contratante. Os vigilantes ainda se reuniram em assembleia e aprovaram a greve, a partir da próxima segunda-feira (17), até que a empresa RN Vigilância pague os dois meses de salários atrasados.

A paralisação e o ato público foram articulados pela própria categoria, com o apoio do Sindicato Intermunicipal dos Vigilantes do RN (Sindsegur) e a presença da Associação dos Docentes da Uern (Aduern-Seção Sindical do ANDES-SN), que prestou solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras.

De acordo com Milton Barros, que é vigilante e membro da comissão de negociação formada pelos terceirizados, a falta de compromisso da empresa contratante e o silêncio da administração da universidade têm sido muito desconfortáveis para a categoria, que convive com a incerteza da falta de pagamento, sem a garantia de direitos essenciais e, ainda, condições dignas para se trabalhar. “O contingente de vigilantes é pequeno. Mínimo! Em alguns pontos da universidade temos apenas um profissional para vigiar uma área imensa. A Iluminação é precária, não temos câmeras de segurança, rádios de comunicação e nem um patrulhamento motorizado. Tudo isso ajudaria na proteção da Uern e na nossa também”, afirma.

Lemuel Rodrigues, presidente da Aduern-SSind., destacou que o processo de terceirização realizado na universidade resultou na precarização das condições de trabalho e de vida dos servidores. "A terceirização é um processo cruel, que massacra os trabalhadores. A Aduern sempre alertou que esta não era a saída para nossa universidade e que só serviria para precarizar e piorar a vida de quem depende da Uern para sobreviver. Hoje estamos vivendo a quarta paralisação de terceirizados e o motivo é mesmo: atrasos, falta de compromisso e leniência da empresa e administração central” destacou. Em outubro do ano passado, os terceirizados dos setores de vigilância e limpeza também cruzaram os braços contra a falta de pagamento. 

Em nota oficial, a Uern explicou as motivações dos atrasos. “Com relação às faturas pelos serviços prestados pela RN Segurança nos meses de maio e junho de 2017, a UERN ainda não recebeu a documentação exigida para dar prosseguimento ao processo. A empresa precisa enviar os relatórios, lista de funcionários, bem como comprovações de salários, FGTS e INSS e, portanto, estas faturas ainda não se encontram aptas a pagamento. Por conseguinte, notificamos a empresa por atraso na quitação desses salários”, destacou o documento.

Terceirizados da Uefs

Na Bahia, os terceirizados do setor de limpeza da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) também tiveram os seus salários, referente ao mês de junho, atrasados. Em abril, a categoria havia suspendido as atividades por conta do atraso nos salários de março e de abril. Apesar da regularização no pagamento, o fardamento, sapatos e luvas - necessários para proteger a saúde e para o adequado desempenho das atividades dos trabalhadores -, ainda não foram entregues aos trabalhadores.

Com informações da Aduern-SSind., Sindsegur e Adufs-BA. Imagem de Aduern-SSind.

 

 

Fonte: ANDES-SN

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