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Argentina: professores fazem paralisação nacional por aumento de salários e contra cortes de Macri

Cerca de 30 mil docentes fizeram passeata, em Buenos Aires, até a sede do Ministério da Educação; segundo sindicato nacional, adesão chegou a 95%. Professores universitários e do ensino básico público e privado da Argentina realizaram nesta segunda-feira (4) uma paralisação nacional para pleitear aumento de salários e protestar contra cortes e ajustes feitos pelo governo do presidente Mauricio Macri. 

Segundo o jornal argentino Pagina/12, cerca de 30 mil pessoas participaram da marcha que reuniu docentes filiados a diversos sindicatos locais e nacionais em Buenos Aires, capital do país, em direção à sede do Ministério da Educação. Os professores, que fecharam o tráfego em diversas avenidas e rodovias pelo país, protestaram também contra demissões no setor. 


“A adesão à paralisação nacional dos docentes que pedem melhorias salariais chegou aos 95% [da categoria]”, afirmou Alejandro Demichelis, secretário de imprensa da CTERA (Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina).  

O governo criticou a paralisação. “A medida é excessiva, já que os prejudicados acabam sendo os alunos”, declarou o ministro da Educação, Esteban Bullrich. Mais de 3 milhões de estudantes argentinos não tiveram aula nesta segunda-feira por conta da paralisação. 

O secretário-geral da ADEMYS (Associação de Docentes da Educação Média e Superior), Jorge Adaro, criticou as declarações de Bullrich. “Existem colegas em diversas províncias que chegam a ganhar apenas 6.000 pesos [cerca de R$ 1.455] por mês”, disse Adaro. “Em vários distritos, a situação se torna cada dia mais complicada, porque os docentes não chegam ao fim do mês”. 

A mobilização também se posicionou contra o fim das negociações de um novo contrato de trabalho da categoria e contra a interrupção da investigação da morte de Carlos Fuentealba, professor de química assassinado em 2007 na província de Neuquén, no sudoeste do país. 

Fonte: Brasil de Fato

 Estudantes de SP farão denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Violência policial em protestos é tema de audiência em Washington, EUA

Os estudantes secundaristas de São Paulo, que ocuparam centenas de escolas em 2015 contra a reorganização escolar, denunciarão o Estado Brasileiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington (EUA), pela violência policial durante os protestos. A audiência está marcada para o dia 7 de abril.

Para financiar a ida à capital estadunidense, os jovens lançaram uma campanha para arrecadar fundos, disponível até domingo no site Catarse. O dinheiro viabilizará as passagens aéreas, alimentação e hospedagem de três secundaristas e uma advogada. O pedido de audiência foi protocolado pelo Comitê de Mães e Pais em Luta, em conjunto com a ONG internacional Artigo 19, e acatado pela CIDH - órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) que tem a finalidade de proteger os direitos humanos no continente.

Camila Marques, coordenadora do Centro de Referência Legal da Artigo 19, aponta que a importância da audiência é demostrar que o Estado Brasileiro está descumprindo uma série de compromissos e acordos internacionais ao cometer violações contra manifestantes. O Brasil aderiu à Convenção Interamericana de Direitos Humanos, com Pacto de San José  de Costa Rica em 1992.

"A gente busca também evidenciar para a Comissão Interamericana que essas práticas têm sido realizadas de forma sistemática; que ao invés de tentar se adequar aos organismos internacionais e efetivar o direito à liberdade de expressão, o Brasil vem aprimorando suas técnicas e seu aparato opressor", afirma a advogada, em entrevista ao Brasil de Fato,

Entre as denúncias, contidas em um dossiê com provas da violência dos policiais, estão agressões físicas e psicológicas feitas por agentes, uso desproporcional de armamento menos-letal, detenções arbitrárias contra os secundaristas que manifestavam e perseguição, vigilância e constrangimento por meio de câmeras da polícia nas escolas e nos protestos.

O estudante Francisco Braga, de 17 anos, afirmou ao Brasil de Fato que a audiência será uma forma importante de divulgar as violações que ainda ocorrem. No dia 11 de março, policiais militares entraram na Escola Estadual Marilena P. Chaparro, na Zona Oeste de São Paulo, e agrediram os alunos após uma manifestação em frente a sala da diretora. A diretora da escola foi afastada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

"É uma forma de divulgar internacionalmente o que aconteceu e ainda está acontecendo e pressionar o governo para respeitar os direitos humanos", disse Francisco. "Tem muito estudante que ainda está sendo perseguido pela polícia. Muitos estão sendo processados. É muito importante isso [a audiência] barrar as ações da polícia, que faz o que quer e, por qualquer coisa, invade escola. Tem muitos estudantes que serão julgados por desacato. A perseguição continua muito forte - algo que a Justiça permite e não deveria", denuncia o estudante.

Edição de ANDES-SN com imagem de Sinterc

Fonte: Brasil de Fato

Tragédia de Mariana: tribunal popular julga Samarco/Vale/BHP e governos nesta sexta-feira,01

Nesta sexta-feira (1/04) a CSP-Conlutas e o Espaço de Unidade de Ação realizam o Tribunal Popular como parte da campanha de responsabilização da Samarco/Vale/BHP, pelo rompimento das barragens de Santarém e Fundão. Essa atividade também faz parte do dia nacional de lutas em 1º de abril convocado por diversas entidades que não compõem o setor governista nem a oposição de direita, defendendo, assim, um terceiro campo classista organizado nas mobilizações dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre.

Para o Tribunal Popular será montado um palanque na Praça Sete, centro da capital mineira, ao lado do Cine Teatro Brasil, às 18h30. No Banco dos réus estarão a Samarco, os governos atual e anterior do Estado de Minas Gerais e o governo federal, responsáveis por tal crime.

Esta atividade é parte de uma nacional e internacional e contará com a presença de delegações do estado, do Brasil e de outros países.

 

 

 

Veja a matéria de convocação do Tribunal

 

ANDES