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Movimentos organizam protestos contra aumento de tarifa do transporte público

Os/as usuários/as de transporte público de ao menos 18 cidades do país – entre elas, sete capitais – sofrerão com o aumento na passagem de ônibus municipal nos primeiros dias de 2016. Em Vitória, a passagem de ônibus do Sistema Transcol vai subir de R$ 2,45 para R$ 2,75 a partir do próximo domingo (10). O aumento de R$ 0,30 reflete um reajuste de 12,24%, valor que está acima do Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2015 em 10,67%. Na cidades de São Paulo, as passagens unitárias de ônibus, trem e metrô passam de R$ 3,50 para R$ 3,80, a partir de 9 de janeiro. Já no Rio de Janeiro, as tarifas foram reajustadas dia 2. A de ônibus subiu R$ 0,40 centavos e prevê a cobrança unitária de R$ 3,80. Também terão aumento as tarifas das barcas e dos trens. O aumento na tarifa do transporte público também foi anunciado em pelo menos mais quatro capitais como Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Florianópolis (SC), Boa Vista (RR).

Para barrar mais esse ataque, integrantes de vários movimentos sociais do Estado  do Espírito Santo estão convocando os/as usuários/as do sistema de transporte público para uma reunião neste sábado, dia 09, às 14 horas, na Praça Costa Pereira - em Vitória. O objetivo do evento é  realizar protestos nas ruas da Grande Vitória contra o aumento da tarifa.

Em outras cidades, o Movimento Passe Livre convocou manifestações para hoje, sexta-feira (8) em SP, BH e RJ. “É bom que Haddad e Alckmin tenham vindo preparados para a briga, porque nós vamos bater de frente. A população não vai pagar pela crise dos ricos e nenhum centavo a mais vai sair do nosso bolso pra enriquecer ainda mais os empresários!”, alerta o movimento, no texto de convocação para o ato paulista.

Em nota divulgada no site da CSP-Conlutas, a central declara apoio às mobilizações e convoca todas entidades, sindicatos e ativistas para se unirem aos atos de suas cidades. “Defendemos a estatização do transporte sob o controle dos trabalhadores e da população, passe-livre para juventude e desempregados rumo a tarifa zero!”, afirma a Central.

 *Com edição do ANDES-SN e da Adufes - Seção Sindical

* Foto: CSP-Conlutas

Fonte: CSP-Conlutas

Entidades farão campanha de denúncia do crime cometido em Mariana (MG)

A campanha se estenderá até março, quando está previsto evento nacional que debaterá a possibilidade de um tribunal popular, caso medidas ainda não tenham sido efetivadas para punir os responsáveis pelo crime. Um manifesto político com ações para a campanha nacional e internacional de denúncia contra as empresas mineradoras Samarco, Vale e BHP Biliton foi aprovado pelas entidades e movimentos durante Seminário Nacional em apoio aos trabalhadores e populações atingidas pela Samarco/Vale/BHP, realizado em Mariana (MG), no último dia 17.

O texto ressalta o necessário socorro às vítimas do crime e cobra a responsabilização e punição dos culpados. “Já existia um relatório que indicava os problemas estruturais dessa barragem. Esse documento foi ignorado pela Samarco/Vale/BHP. É impossível dizer que esse crime foi um acidente”, denuncia o manifesto. 

 “No ano de 2016, será importante a realização de debates sobre o tema pelos movimentos sociais, estudantis e sindicatos, uma vez que, além dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que tratam da questão mineral, por exemplo, o novo marco da mineração e a mineração em terras indígenas, o Instituto Brasileiro de Mineração - associação privada representativa de empresas e instituições que atuam na indústria mineral - promoverá, com o suporte institucional, inclusive de algumas universidades federais e dos ministérios de Minas e Energia e de Ciência, Tecnologia e Inovação, o 24º World Mining Congresso, no Rio de Janeiro, entre os dias 18 e 21/10”, lembrou José Domingues de Godoi Filho, professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), que esteve em uma das mesas do debate.

Domingues contou que, como a distribuição e localização geológica dos recursos minerais e energéticos não obedecem ao arranjo geográfico e geopolítico estabelecido pela espécie humana sobre a natureza, ficou claro que a exploração e utilização de tais recursos é uma questão de poder em escala mundial. Segundo ele, as grandes potências econômicas e militares do ocidente e o Japão não possuem reservas e jazidas de mais de uma dezena de metais e de combustíveis fósseis para manterem suas indústrias e empresas, o seu aparato bélico convencional e nuclear e o consumismo exacerbado imposto pelo modo de produção capitalista. 

“O depoimento de representantes de movimentos sociais do Egito e da Síria, presentes no seminário, foi importante, nesse sentido, para também exemplificarem os prejuízos bio-sócio-econômico-ambientais que estão sofrendo, dado o massacre que os povos desses países e de todo Oriente Médio vêm sendo submetido desde a Segunda Guerra Mundial e, especialmente, a partir de 1967 com a denominada a Guerra dos Seis Dias, que explicitou a disputa por recursos energéticos”, relatou. 

Confira aqui a íntegra do documento.·.

Fonte: ANDES-SN e CSP Conlutas (com edição Adufes) 

MST ocupa latifúndio no estado do Mato Grosso

Mato Grosso é um dos estados com maior índice de concentração fundiária, o que acarreta diversos problemas sociais e ambientais.

Um grupo de 300 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou na manhã desta segunda-feira (20) a Fazenda Mutum, localizada no município de Glória D´Oeste, em Mato Grosso, a 320 km de Cuiabá. As famílias que participam da ocupação são oriundas de diversos municípios da região Sudoeste do estado, como Salto do Céu, Araputanga, Mirassol D´Oeste, Curvelândia, entre outros.

Segundo o movimento, a área apresenta crime ambiental por desmatar uma Área de Preservação Permanente (APP) e extrair ilegalmente madeira, além de não cumprir a função social. A fazenda foi arrendada à Empresa LHS para o plantio de teca, uma árvore originária da Ásia. O MST pede a desapropriação da fazenda para a reforma agrária, que tem uma extensão de 2.600 hectares.

De acordo com nota divulgada pelo MST, Mato Grosso é um dos estados com maior índice de concentração fundiária, o que acarreta diversos problemas sociais e ambientais. Alegam ainda que a ocupação é consequência da concentração fundiária e da riqueza do estado, somado ao desemprego que avança sobre os trabalhadores.

Fazenda Nossa Senhora Aparecida

No último dia 13 de julho, aproximadamente, 600 famílias também ocuparam a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, no município de Jaciara (MT). Eles ainda permanecem na área, com 2.186 hectares, que apresenta irregularidades de títulos e responde a processo por problemas ambientais movido pelo Ministério Público Estadual.

Fonte: MST

 

ANDES