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Teto de campus da Ueap desaba

Após queda de teto, ato pediu melhor estrutura para universidade do Amapá

Acadêmicos e professores da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) fizeram um ato no hall da instituição nessa segunda-feira (6), no Centro de Macapá, pedindo um novo prédio e melhores condições estruturais para os estudos, principalmente para os cursos que funcionam em prédios anexos à universidade.


Na quarta-feira, 01, o teto de parte do Campus II – Graziela da Ueap -  desabou, gerando preocupação e suspensão das atividades. O campus funciona provisoriamente na Escola Graziela Reis de Souza, por conta de problemas de falta de pagamento de aluguel na sede anterior.

Danielle Dias, docente da Ueap, conta que após o desabamento do teto, um laudo pericial foi realizado, e o restante da estrutura do campus foi liberada para atividades acadêmicas. No entanto, devido às preocupações da comunidade acadêmica com a segurança da estrutura do campus, uma reunião entre as três categorias na terça (2) deliberou que ninguém voltaria às aulas até que um laudo geral fosse realizado.

“Além do problema do teto, estamos sem internet, telefone e com poucas tomadas. Nossos laboratórios estão encaixotados. Estamos amontoados dentro de uma escola profissional, porque a Ueap não conseguia pagar o aluguel da sede anterior devido à falta de repasse do governo estadual”, critica a docente. A Ueap tem recebido poucos repasses financeiros do governo amapaense, e serviços como limpeza não estão funcionando mais na instituição.

Fonte: ANDES-SN ( com ediçao Adufes)

Crime da Samarco em Mariana pode piorar surto de febre amarela

Surto é comum em regiões florestais, mas pode chegar às cidades devido ao desequilíbrio ambiental. No município capixaba de Colatina, também afetado pelo deslizamento da barragem da Samarco/Vale/BHP, foram catalogadas mortes de macacos. As causas ainda seguem em fase de investigação.

O estado de Minas Gerais vive nos últimos tempos um surto de febre amarela. O mais recente balanço da Secretaria de Estado da Saúde (SES), publicado na quarta (18), relevou oito mortes confirmadas pela doença e 53 suspeitas. Já o número de pessoas com sintomas chegou a 206. Os óbitos aconteceram em cidades dos vales do Rio Doce e Mucuri, regiões que até agora possuem a maior incidência de diagnósticos positivos.

Biólogos apontam que a tragédia de Mariana, em novembro 2015, pode ter relação com o aumento da doença, visto que as mudanças ambientais influenciam a saúde dos animais, inclusive a dos macacos - principal hospedeiro do vírus. 

Ainda no ano passado, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) já havia alertado para o risco de um possível surto de dengue na região atingida. A epidemia foi confirmada na cidade de Barra Longa em 2016. Sobre a febre amarela, o movimento afirma que é inegável que o desequilíbrio ambiental gerado pelo desastre traga consequências graves para a saúde da população. Defende ainda que é fundamental que o governo e as empresas responsáveis não ignorem o alerta. 

“É um surto que apareceu nas imediações da Bacia do Rio Doce. Antigamente, o ciclo da febre silvestre se fechava na floresta, entre mosquitos e macacos, mas o avanço da mineração e das construções de barragens e de outros grandes empreendimentos vem fazendo com que ela se aproxime do litoral nos últimos 15 anos”, explica Thiago Alves, da coordenação do MAB em Minas Gerais. Ele explica que o rompimento da barragem destruiu milhares de hectares de mata e poluiu as águas, o que provavelmente ainda vai gerar uma série de outros problemas de saúde. 

As obras realizadas pela Samarco logo após a tragédia levaram para a região muita sujeira, fazendo com que em outubro do ano passado os moradores denunciassem o “canteiro de obras” que se formou no local. O rejeito retirado da cidade de Barra Longa era depositado no terreno onde antes ficava o parque de exposições e o campo de futebol, área próxima das casas e dos criadouros de animais dos moradores. “Não há dúvida de que as condições favorecem o surgimento de doenças. Além disso, ainda há gente precisando beber água diretamente do rio contaminado”, acrescenta Thiago. 

Doença pode se alastrar para as cidades

A pediatra e infectologista Aline Bentes, da rede de Médicos e Médicas Populares, explica que é importante lembrar que a febre amarela é uma doença cíclica, que ocorre geralmente de sete em sete anos, e que já era esperado um surto epidêmico para o período entre 2016 e 2017 em regiões florestais. O grande medo agora, segundo a especialista, é que a doença deixe de ser silvestre e se expanda de vez para as áreas urbanas. 

“A doença fica na floresta e no início do ano chove muito, o que aumenta os casos em macacos e nos trabalhadores da agricultura. É possível inferir que o deslizamento da barragem tenha matado predadores naturais do mosquito transmissor, como os sapos. Isso faz com que aumentem os hospedeiros e que eles possam estar se aproximando das cidades por causa do desequilíbrio ecológico”, afirma. No entanto, estudos científicos que podem assegurar a relação ainda são insuficientes. 

A mortalidade da febre amarela pode chegar a 50%, matando metade das pessoas que contraem o vírus. Até agora, o mosquito que transmite a doença é o Haemagogus. Na cidade, a transmissão se dá pelo Aedes aegypti. “Se o Aedes pica alguém com febre amarela e ela se espalha, a febre urbana pode ter efeitos muito piores do que a dengue [que tem cerca de 1% de mortalidade], zika e chikungunya”, avalia a profissional.

Vacine-se!

A febre amarela não possui tratamento específico, sendo a vacinação a única forma de evitar a doença. Dados científicos comprovam que, se vacinado duas vezes durante a vida, o cidadão pode se considerar imune ao vírus. Por isso é importante que cada um confira seu cartão de vacina. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a prioridade é imunizar os moradores ou as pessoas que viajarão para as áreas de risco (Vales do Rio Doce e Mucuri). Elas devem procurar os postos de saúde mais próximos.

Fonte: Brasil de Fato

Nota Nacional da Marcha Mundial de Mulheres sobre Chacina em Campinas

Chacina em Campinas foi provocada pela misoginia

Na madrugada da virada do ano de 2017, Sidnei Araújo invadiu uma casa no interior de Campinas onde acontecia uma festa de réveillon. Matou a ex-esposa, o filho e mais dez pessoas, entre membros da família, amigas e amigos. O assassino se matou e deixou uma carta amplamente divulgada pela grande imprensa. No documento ele atribuía à ex-esposa, Isamara Fillier, a culpa da violência brutal que cometeu.

Leia Mais : Misoginia: uma psicopatia estruturante da sociedade Patriarcal

As mulheres de todo o mundo ecoam suas vozes dizendo “Nem uma a menos, vivas nos queremos” porque queremos erradicar o machismo, a misoginia e queremos viver livres de violência. Conhecemos a violência patriarcal porque vivemos cotidianamente suas manifestações. Nossas lutas contra tal violência nos mostram que ela está entranhada nas práticas sociais, nas instituições, nas mentes. Convivemos permanentemente com a negligência das instituições e das pessoas em geral porque naturalizam a violência, porque as mulheres estão sempre sob desconfiança. Até mesmo em casos hediondos, como na chacina de Campinas, a primeira tendência é buscar os supostos erros das mulheres. Estamos sempre em vias de sermos acusadas ou transformadas de vítimas em culpadas.

É com essa compreensão que nós da Marcha Mundial das Mulheres manifestamos nossa indignação em relação a chacina cometida em Campinas. Foi um crime premeditado, planejado, que utilizou de vários artefatos. Portanto, um criminoso que anunciou a uma ou mais pessoas que cometeria o crime, sem nenhum impedimento ou constrangimento para dar seguimento a seu plano. O assassino expressou na carta seu ódio às mulheres, ao feminismo e às leis que o impediam de subjugar sua ex-esposa.

O fato de que ela teve que recorrer a todos os mecanismos legais contra ele, denunciando abuso sexual do filho, pedindo e conseguindo medidas judiciais de proteção em relação aos dois é uma demonstração inquestionável da violência e de que a reação brutal dele se deu em função de não ter a posse dela e do filho.

Nesse momento em que expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigas e amigos das vítimas, queremos também declarar nosso repúdio à banalização da violência contra a mulher. Reiteramos que essa escalada conservadora, que se expressa no aumento da violência em geral, e em particular no feminicídio, está diretamente ligada aos enfrentamentos que travamos ao patriarcado. Por isso reafirmamos nossa luta para que os governos avancem em políticas de combate à violência machista, da implantação de um projeto de educação não sexista, impedindo que continue o desmonte em curso de várias políticas.

É fundamental a apuração total desse crime e que o conjunto da sociedade, dos governos, dos meios de comunicação, dos movimentos sociais se comprometam com erradicação da violência. Nós mulheres seguiremos em marcha contra todas as formas de opressão e violência. A reação patriarcal não nos deterá e só fará que juntemos mais força e mais mulheres nessa marcha.

Basta de cumplicidade, basta de omissão!!! Não há desculpas que justifiquem a violência.

03 de janeiro de 2017
Marcha Mundial das Mulheres

 

ANDES