Para marcar um mês da execução de Marielle, CSP-Conlutas faz chamado à construção de um dia nacional de lutas

A execução da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) segue sem uma solução por parte dos governos e da polícia quinze dias após o crime, apesar de toda a comoção e repercussão geradas dentro e fora do país. Enquanto isso, a intervenção federal no Rio de Janeiro, sob o comando do Exército, completou 30 dias e a crise social e de segurança no estado só aprofundam.

Como alertaram especialistas e ativistas sociais, a intervenção autorizada por Temer tem servido para reprimir e intimidar as mobilizações e o povo pobre nas favelas e periferias. As operações nas comunidades cariocas têm penalizado tão somente a população pobre, em sua maioria negra, com tiroteios, chacinas e operações vexatórias.

A gravidade dessa situação, mas também a forte reação popular à execução de Marielle, que levou milhares de manifestantes às ruas, bem como as inúmeras greves do setor de educação, em particular a dos municipais de São Paulo, foram destaque nos debates da Secretaria Executiva Nacional (SEN) da CSP-Conlutas, no último dia 22.

O entendimento dos integrantes da SEN da Central é que o assassinato de Marielle e a intervenção no RJ são tentativas de intimidar todos e todas que lutam no país, e exigem uma resposta firme de toda a classe trabalhadora e de suas organizações. Para a CSP-Conlutas, só com os trabalhadores e o povo nas ruas é possível barrar todos os ataques.

Neste sentido, os integrantes da SEN aprovaram que a CSP-Conlutas deve buscar a construção de um Dia Nacional de Lutas, com data indicativa para o dia 13 de abril, quando se completa um mês da execução de Marielle.

Queremos fazer dessa data simbólica mais um grande dia de manifestações. Como bem demonstrou a heroica e vitoriosa greve dos servidores municipais de São Paulo, que derrotaram a tentativa de reforma da previdência proposta pelo prefeito João Doria (PSDB), com luta é possível barrar os ataques e garantir conquistas.

É fundamental construir esse dia a partir de uma ampla unidade, buscando todas as organizações e movimentos nacionais para unificar ações de mobilização. A orientação é que as regionais da CSP-Conlutas e entidades filiadas nas regiões busquem organizar e realizar atividades preparatórias, visando a organização desse dia de luta.

  • Pelo fim da intervenção federal e da militarização no Rio de Janeiro!

  • Todo repúdio às calúnias que setores da direita vem fazendo nas redes sociais contra Marielle e sua luta!

  • Investigação rápida e prisão de todos os envolvidos na execução de Marielle e Anderson!

  • Em defesa da desmilitarização da Polícia Militar!Pelo direito à autodefesa dos trabalhadores!

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Fonte: CSP-Conlutas

ANDES