Contra calote e ajustes do governo estadual, Paraná vive clima de greve geral

O governador do Paraná, Beto Richa, iniciou o ano de 2015 propondo uma série de medidas que retiram direitos sociais e reduzem investimentos, com o objetivo de economizar para atingir o superávit primário. Em resposta, diversas categorias de trabalhadores entraram em greve na última semana, enquanto muitas outras também se mobilizam e devem deflagrar a paralisação por tempo indeterminado nesta semana.

O “pacotaço” de Richa atinge principalmente os servidores públicos estaduais: prevê teto para as aposentadorias, corte em benefícios como auxílio-transporte, uso do dinheiro da previdência para pagamento de outras dívidas do Estado e fim dos quinquênios. Isso se soma ao pacote de dezembro, quando foi instituída a taxação dos inativos, o aumento do IPVA em 40% e o corte no orçamento da Defensoria Pública.

Os professores e funcionários de escolas estaduais realizaram assembleia no sábado em Guarapuava, no centro do estado, que reuniu mais de 10 mil pessoas. A greve foi aprovada por unanimidade. Também estão em greve os agentes penitenciários, os trabalhadores da saúde estadual e os trabalhadores do Tribunal de Contas. Outras categorias do serviço público paranaense têm assembleias e mobilizações marcadas para essa semana.

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Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Uepg) decidiram, em assembleia na última quinta-feira (5), com a presença de 180 professores, entrar em greve a partir desta segunda (9). Os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão em paralisação, com entrada em greve prevista para quinta-feira (12). Os professores da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) deliberaram, nessa segunda (9), em assembleia com 500 presentes, entrar em greve imediatamente. Já os docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) têm assembleias marcadas para quarta-feira (11).

Segundo Mary Falcão, 2ª vice-presidente da Regional Sul do ANDES-SN, os docentes das universidades estaduais reivindicam a revogação do pacote de ajustes do governo do estado, a revisão da criação do fundo de pensão privado para os servidores estaduais, o pagamento do 1/3 do salário de férias e a manutenção da autonomia universitária.

Na terça-feira (10), os professores universitários juntam-se, em um grande ato, às demais categorias mobilizadas para tentar obstruir a votação do pacote do governo na Assembleia Legislativa do Paraná. Haverá acampamento desde a noite desta segunda-feira no Centro Cívico, em Curitiba. Na terça, a concentração começa pela manhã e o ato pela tarde, quando a Assembleia Legislativa deve apreciar o projeto.

*Com informações e imagem de Sinduepg - SSind e imagem de APP-Sindicato

Fonte: ANDES-SN