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Vamos pressionar os deputados do ES e evitar que eles acabem com nossa aposentadoria

Dos integrantes da bancada capixaba, três deputadas/o já demostraram favoráveis à Reforma da Previdência: Soraya Manato (PSL), Felipe Rigoni (PSB) e Norma Ayub (Democrátas).

O presidente Jair Bolsonaro, apesar das crises em seu governo, já iniciou a operação junto ao Congresso para garantir os votos de deputados a favor da Reforma da Previdência. Diante da gravidade dos ataques que essa reforma representa, o placar ainda não é totalmente favorável ao governo, mas vários parlamentares já disseram ser total ou parcialmente a favor desta medida, que vai acabar com o direito à aposentadoria dos trabalhadores.

O Jornal Valor Econômico divulgou uma lista com as intenções de votação dos deputados sobre a Reforma da Previdência. Entre favoráveis, parcialmente favoráveis e contrários, a lista é monitorada diariamente (clique aqui) e pode servir como balizador para cobrar esses parlamentares, para assim evitar o ataque a nossas aposentadorias.

Com o objetivo de fortalecer essa pressão, a CSP-Conlutas separou, por estados, os deputados que estão favoráveis a essa reforma (*). A proposta é de impressão desses cartazes, fazer pressão nos aeroportos, divulgar nas redes sociais e mostrar a cara de quem quer acabar com nosso direito de se aposentar.

Essa é mais uma peça de divulgação que compõe a Campanha Contra a Reforma da Previdência impulsionada pela Central. O site, jornal, cards e muito mais estão disponíveis nesse link. Vamos para cima! Não à Reforma da Previdência!

(*) O cartaze foi produzido com base em levantamento do jornal Valor Econômico, de 14 de março de 2019.

*Com edição da Adufes - Seção Sindical do Andes-SN

Fonte: CSP-Conlutas

No Chile, Bolsonaro afirma que lei trabalhista tem de “beirar a informalidade”

Durante a viagem ao Chile, realizada neste final de semana, Bolsonaro voltou a dizer que os trabalhadores brasileiros ganham muito e que a legislação trabalhista no Brasil precisa “beirar a informalidade”.

Declaração de Bolsonaro ocorreu em reunião com empresários no Chile. “A equipe econômica nossa também trabalha uma forma de desburocratizar o governo, desregulamentar muita coisa. Tenho dito à equipe econômica que na questão trabalhista nós devemos beirar a informalidade porque a nossa mão-de-obra é talvez uma das mais caras do mundo”, disse Bolsonaro. A afirmação foi dita em um café da manhã com empresários chilenos.

Não é a primeira vez que Bolsonaro defende essa proposta. Em dezembro, já depois de ser eleito, também declarou que “é horrível ser patrão no Brasil”, afirmando que a legislação no país atrapalha e, portanto, precisa beirar a informalidade. Ou seja, não deve haver de direitos.

Cara de pau! Bolsonaro se aposentou aos 33 anos de idade e atua na política há quase 30 anos. Não sabe o que é bater cartão, receber baixos salários e trabalhar de verdade. É um verdadeiro escárnio ele defender o fim da legislação trabalhista no país e condições precárias para os trabalhadores!

O presidente defende uma proposta absurda como essa num país em que o desemprego e o número de pessoas fora do mercado de trabalho já é recorde. Segundo dados oficiais do IBGE, em janeiro, havia cerca de 12 milhões de desempregados no país. Se considerar o número de desalentados (que desistiram de procurar emprego por que não há vagas) são mais 4,7 milhões de pessoas. Isso sem contar dados que mostram que o número de carteira assinada no país vem caindo e o número de brasileiros que sobrevivem de “bicos” aumenta.

Ou seja, ao invés de resolver o problema do desemprego e da informalidade, Bolsonaro defende que todos os trabalhadores passem a viver em condições de informalidade, ou seja, com salários ainda mais baixos, menos direitos e em condições precárias.

Além de Reforma da Previdência, nova reforma trabalhista. A Reforma Trabalhista foi aprovada no governo Temer, em 2017, com o falso argumento de que geraria empregos. Hoje, pesquisas demonstram que não passava de uma grande mentira de fato. O desemprego não só aumentou, como as poucas vagas criadas no período são empregos informais (portanto, sem direitos e de baixa renda). O que cresceu são os chamados “bicos”.

Bolsonaro votou a favor dessa nefasta Reforma Trabalhista e, como se não bastasse, agora seu governo defende uma nova reforma. O ministro da Economia Paulo Guedes já anunciou que pretende criar a chamada “carteira de trabalho verde e amarela”. Uma carteira de trabalho com menos direitos.

Para a dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Renata França, o governo Bolsonaro quer atacar a aposentadoria, a Previdência e os direitos trabalhistas para favorecer empresários, banqueiros e o agronegócio do país.

“O projeto do governo Bolsonaro tem como centro apenas medidas que favorecem o empresariado. Por isso, pretende privatizar geral, entregando todo o patrimônio do país para gerar lucros à iniciativa privada; quer fazer a Reforma da Previdência para favorecer os bancos com a previdência por capitalização e pagar os juros da Dívida Pública; e aprofundar ainda mais o ataque aos direitos trabalhistas. Por isso, fechou o Ministério do Trabalho, ataca os sindicatos e quer a carteira verde e amarela”, denuncia Renata.

“Esses ataques só poderão ser barrados com uma forte mobilização dos trabalhadores. No último dia 22, a classe trabalhadora tomou as ruas contra a Reforma da Previdência em todo o país. Começamos bem a batalha. Agora, a tarefa das centrais sindicais e sindicatos é intensificar essa luta e começarmos a construir a Greve Geral para mostrar que não aceitaremos a perda de direitos”, defende a dirigente.

Fonte: CSP-Conlutas

Vídeo- reforma da Previdência com a professora Sara Granemann

REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE BOLSONARO, PONTO A PONTO | Com a professora da Escola de Serviço Social da UFRJ Sara Granemann, especialista em previdência pública e privada. Todos os principais pontos da proposta de PEC 6/2019 apresentada pelo governo.  A professora da Escola de Serviço Social da UFRJ, Sara Granemann, analisou os principais pontos do projeto de lei enviado pelo governo Bolsonaro, horas após o envio ao Congresso Nacional, no dia 20 de fevereiro.

Fonte: Esquerda Online

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