“É urgente aumentar a conscientização sobre as graves ilegitimidades do sistema da dívida pública”, diz Maria Lucia Fattorelli em entrevista concedida à Adufes

 

A coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, concedeu entrevista à Adufes em que discute o sistema da dívida pública - o assalto aos recursos públicos e sua destinação ao setor financeiro, autorizada por sucessivos governos desde a década de 90. Leia a matéria na íntegra.

Na entrevista, Maria Lucia explica que o endividamento público é um mecanismo legítimo de que o Estado lança mão para atender a diversas áreas sociais. Contudo, no “sistema da dívida” que temos no Brasil, o endividamento não tem servido para financiar a economia ou a sociedade, mas apenas para subtrair recursos públicos e enriquecer ainda mais o sistema financeiro. Daí, a necessidade de suspensão do pagamento da dívida pública e de sua imediata auditoria a fim de garantir recursos para a educação, saúde e o combate à pandemia do novo Coronavírus.

Segundo a coordenadora, historicamente, a sangria do Estado via pagamento da dívida pública tem sido a prioridade máxima de sucessivos governos. “Para privilegiar o pagamento de juros e amortizações da dívida, foram aprovadas leis (tais como a “Lei de Responsabilidade Fiscal” e a Emenda Constitucional 95/2016) que estabelecem metas de resultado primário e o “teto de gastos”, limitando assim os investimentos sociais”, critica Maria Lucia.

Live. O assalto aos fundos públicos através do sistema da dívida foi abordado por Maria Lucia Fatorelli em live da Adufes, no dia 20/5. Na oportunidade, frisou que a pandemia escancara a barbaridade de um Estado que sempre esteve a serviço das elites empresariais e financeiras às custas do sofrimento do povo. Lucia debateu o tema ao lado de Daniel Corrêa, membro do Núcleo da Dívida Pública em Santa Catarina e professor de Relações Internacionais da UNIVALI.

Fonte: Adufes

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