Panfletagens na Grande Vitória convocam população para defender direitos

Às véspera e no dia da votação do 2º turno da reforma da Previdência ( segunda e terça, 5 e 6/8) panfletagens serão intensificadas no Aeroporto de Vitória (manhã e tarde), Assembleia Legislativa e Terminal de Carapina, na Serra. Atividades conintuarão nos dias seguintes em vários outros pontos da GV.

Neste sábado, quem passou pela Feira livre de Jardim Penha (Vitória) pode se informar sobre os direitos que estão em jogo com a desumana reforma da Previdência e o  programa Future-se.  Professores da Ufes e lideranças sindicais e populares passaram a manhã distribuindo panfletos  e  conversando com a  comunidade sobre os prejuízos

da reforma para o conjunto da população trabalhadora e os ataques à educação pública e gratuita, agora expressos de forma mais grave pelo programa Future-se. 

Já apelidado de Fature-se, o projeto do MEC desmonta a educação pública superior no Brasil. Além de destruir a carreira docente, ele acaba com a autonomia universitária e deixa o investimento das universidades dependente do mercado financeiro e da iniciativa privada.

Mobilização. As panfletagens integram a agenda do 13 de Agosto, dia de Greve Nacional da Educação. De acordo com a Adufes, uma das entidades organizadora das atividades,  a programação prevê distribuição de informativos em praças, terminais do Transcol, feiras livres, no Aeroporto de Vitória, na Assembleia Legislativa,  agência do INSS Beira-Mar, além dos campi da Ufes (Goiabeiras) e Ifes/Vitória.

“Tenho dois filhos e 3 netos e estou preocupado com tantos ataques e retiradas de direitos”, ressaltou o bancário aposentado Elimário Schuina, 65 anos, durante conversa com o professor da Ufes, Rafael Bellan, na Feira de Jardim da Penha. “Todas as medidas, reforma Trabalhista, Lei da Terceirização irrestrita e agora a reforma da Previdência vêm com o discurso de que o país está em crise e que todos precisam dar sua contribuição para salvá-lo, uma falácia, pois quem paga pelos privilégios e mordomias, é sempre o trabalhador”, disse Bellan.

A técnica em enfermagem Sandra Romão, 43 anos, é outra que está completamente insatisfeita  com a  proposta de mudança da reforma da Previdência, e que terá o segundo o turno da votação iniciado nesta terça-feira, na Câmara Federal.  “Fui analisar melhor as mudanças e estou horrorizada. Vou morrer trabalhando”, disse, afirmando que pelo sistema atual daqui a 15 anos  já poderia dar entrada  no benefício.   

Na última quinta-feira (1), o Levante Popular da Juventude  - que também integra o comitê de mobilização junto com movimentos estudantis, sindicais e populares - , realizou trabalho  de conscientização junto aos moradores de Serra.  A juventude ocupou a praça de Carapina onde realizou um ensaio de batucada em preparação  ao grande ato em defesa da Educação, em 13 de agosto.

Denunciou também, em panfletagem, as mentiras contadas sobre as mudanças na previdência. Além de acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, o programa diminui o valor do benefício e continua exigindo 40 anos de trabalho para ter direito a 100% do valor do benefício.  

  Fonte: Adufes

ANDES